Dionisos marca o ponto Central onde retornará.Sai para a rua em forma de Coro e contagia de dionisismo em silêncio. todos que o esperam no espaço de espera. Passeiam pelos Arredores.Olham o Teatro onde vão entrar com as pessoas que vieram, penetram como árvores rezando a oração muda de sub textos da Descoberta do Genesis em si mesmo e em cada presente:)
SUB TEXTOO espaço está vazio.Silêncio.A Luz está pálida, esbranquiçada.É a hora branca,quando a noite se vai e o sol ainda não chegou.É exatamente antes da aurora.Está tudo leitoso.A pouco e pouco,lento sustenuto,a luz se levanta,tudo se colora.São cores frescas,e tênues,uma bruma sai da terra.É o primeiro hálito da Terra.Orvalho.Um Som.Um Vibrato.Um Acorda.O vagalume etherno de Semele rutila.(jardim - luzes baixas)Uma água escorre.Uma Brisa sopra.
Como de repente, Dionyzos está aqui.Entra.Entrou.(no que entra entrou)No Silêncio.Ele chega com mulheres.Andam,avançam,lenços de bruma nas pernas.Passos.Raízes andantes.A cada passo ouve-se o som da terra.Surdo.Intensos.Presentes.Prontos para aprontar.A quadrilha Divina baixou.Dionyzos consulta bússola e relógio. Olha para o público.Ele está de encontro marcado.Nesse lugar,nessa hora,com a multidão presente.Pontualíssimo.A história está acontecendo.Ele está calmo e ardoroso.Ele e a mênades, durante o prólogo, descobrem rhealmente o público.
Para eles é uma emoção.Eles se regalam mesmo ao descobrirem cada pessoa.Emoção dum novo mundo.O novo mundo de cada momento.São marinheiros mesmo.Com muito prazer.O Olympo das mênades e de Dionyzos é a platéia.Eles vêem e olham rhealmente pro deus de cada pessoa.E daí nasce o encantamento.
Catherine Hirsch
quinta-feira, 20 de março de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Microconto urbano
No meio do Centro de Fortaleza, que não está no centro, e é nervoso, uma mãe carrega um menino no colo enquanto puxa o outro, que caminha, pelo braço. O moleque não vê e tropeça numa imperfeição da calçada. Após a queda, sua mãe o levanta e diz: "Diabo, deixa de ser lesado!"
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O rato
Um rato entrou na minha casa ontem. Chegamos a soltar os cachorros que o morderam e deixaram o bicho sem muita coragem para ir embora. Durante toda a madrugada ele esteve lá, e hoje pela manhã pulei do sono com os gritos da mamãe por causa dele. Fui até a área, onde ele estava, me armei de cabo de vassoura e cheguei a atacá-lo. Mas quando pude matá-lo, quando ele parecia oferecer a cabeça, já inerme, para o golpe final, eu não o matei. Enterneceu-me a sua fraqueza, os seus olhos perdidos,e não quis, com minhas mãos, dar cabo a sua vida. Estanquei ao observá-lo, lento, baleado, mas ainda vivo. Até agora penso se por covardia ou compreensão. Ele dobrou a esquina, tinha fome além de estar machucado. Alguns homens de um bar o salvaram da vida. Algumas pauladas ao vento e uma certeira inertizaram o roedor escroto. Varreram seu corpo até debaixo da castanhola, perto de um amontoado de lixo em sacolas, como que enterrando o bicho, ou dizendo: "Que apodreça longe da minha porta". Enfim, livraram-se da ex-vida. Após alguns minutos, a notícia de sua morte chegou a nossa casa: "Homens da outra rua matam rato a pauladas".
Foi um evento bairrístico na minha rua. De repente, as vizinhas opinavam sobre o fedor que o bicho em putrefação deixava(isto para citar o curioso, pois bem esqueciam elas de que federiam da mesma forma quando morressem, aliás, damos de comer a muitos ratos quando morremos. Ouvi balbucios e ascos aos bichos. Todos enojados dos animais que criam. Resignado à morte e pertubardo pelo burburinho, fui à praia.
Vinícius Alves
Foi um evento bairrístico na minha rua. De repente, as vizinhas opinavam sobre o fedor que o bicho em putrefação deixava(isto para citar o curioso, pois bem esqueciam elas de que federiam da mesma forma quando morressem, aliás, damos de comer a muitos ratos quando morremos. Ouvi balbucios e ascos aos bichos. Todos enojados dos animais que criam. Resignado à morte e pertubardo pelo burburinho, fui à praia.
Vinícius Alves
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Soneto da Fome
A fome é uma droga leve
Começa pelo pé
Caminhando em quem a teve
Pesa pelas pernas, palavra e olheiras
Demência de humor, desejo e orgulho
tenho no mergulho que me queima
E na minha barriga nada
Ciclóstomo estomacal, medusa sereia
Acordo e cada passo
Delirante asco à fome
Sinto como pesa nos meus braços
E te tenho como bobo místico
Afagando a dor com um sorriso
para dormir com o que me cala.
Vinícius Alves
Começa pelo pé
Caminhando em quem a teve
Pesa pelas pernas, palavra e olheiras
Demência de humor, desejo e orgulho
tenho no mergulho que me queima
E na minha barriga nada
Ciclóstomo estomacal, medusa sereia
Acordo e cada passo
Delirante asco à fome
Sinto como pesa nos meus braços
E te tenho como bobo místico
Afagando a dor com um sorriso
para dormir com o que me cala.
Vinícius Alves
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Meta, ou Uma história sem título
- Tô indo.
- Tá, meu amor.
- Posso passar aqui mais tarde?
- Você não precisa passar aqui mais tarde.
O rapaz desce as escadas com aquele diálogo na cabeça pensando em como seria interessante não voltar naquele dia. As últimas palavras de sua namorada saíram tão retintas que "virariam uma história", lembrava ele.
Usando tênis azul e meia soquete com pequeno detalhe laranja na barra, bermuda preta e t-shirt vermelha, a passos largos e rápidos, chegou a casa de um amigo, conversou e fumou um Hollywood vermelho.
Voltou para casa logo, caminhando rápido e cantando distraído baixo como na ida. Igual também era o seu pensamento sobre aquele diálogo. Queria escrever a história de um rapaz que se despedia da namorada com um diálogo como aquele e voltava para casa pensando em um rapaz que se despedia da namorada com um diálogo como aquele, e que voltava para casa para escrever a história de um rapaz que morria atropelado por uma moto num calmo cruzamento enquanto voltava para casa pensando em escrever uma história.
Acordado, ao nascer, pôs-se a pensar a respeito de como seria divagar sobre o real, intrépido e verossimilhante, sobre a vida do alguém, talvez, cantante de uma história assim como a dele.
O rapaz se sentia situado dentro da história que ainda nem começou a contar e já parece ter a forma de uma lauda completa. Incerto sobre querer escrever, disse que há muito tempo queria dizer aquilo e aí tudo o que lhe afligia refletia-se sobre a angústia da escrita, diante da infinitude de atos pensados. Ademais, escrever a vida era de alguma forma inventar outra vida. Retalhou-se nas tantas vidas não escritas e interrompeu-se para uma reunião.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
20 de...de...Dezembro.
Não queria escrever algo intro-respectivo. Hoje à tarde vim soltar pipa na Ponte Metálica. Conheci o Sabiá e o Erilson, dois malucos, pescadores da ponte que moram na Piedade. Que legal conversar com eles soltar pipa com eles. No final da tarde, aquele por do sol da ponte, que a Telma desenhou no começo da semana.
Soltei a pipa. Eu só esperava que ela bolasse mais macia, bailarina no ar.
Valeu pela metáfora.Sabiá perguntou o que ia junto com a pipa. Não sei o que disse. Também ainda não estou certo sobre a minha atitude. Apenas me tocou a beleza da ação.
Não queria escrever algo intro-respectivo. Hoje à tarde vim soltar pipa na Ponte Metálica. Conheci o Sabiá e o Erilson, dois malucos, pescadores da ponte que moram na Piedade. Que legal conversar com eles soltar pipa com eles. No final da tarde, aquele por do sol da ponte, que a Telma desenhou no começo da semana.
Soltei a pipa. Eu só esperava que ela bolasse mais macia, bailarina no ar.
Valeu pela metáfora.Sabiá perguntou o que ia junto com a pipa. Não sei o que disse. Também ainda não estou certo sobre a minha atitude. Apenas me tocou a beleza da ação.
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