segunda-feira, 8 de outubro de 2012
https://vimeo.com/49865015
O bruto e o encardido. Exercício do curso de filme-ensaio realizado entre maio e julho de 2012.
O bruto e o encardido. Exercício do curso de filme-ensaio realizado entre maio e julho de 2012.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
domingo, 18 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
no oco do mundo
O Oco do Mundo
Gilberto Gil
o oco do mundo pré
para trans e meta pós
o oco do mundo a foz
de um rio sem nascente
como um broto sem semente
um raio de sol sem luz
como infecção sem pus
o oco do mundo a sós
o oco do mundo ainda
na minha periferia
como eco da bahia
saudade do meu sertão
o oco do mundo inteiro
passando pela tangente
ainda na minha frente
como um campo de visão
o oco do mundo vem
se aproximando de mim
primeiro como calor
depois como frenesi
em seguida como odor
e logo como tremor
o oco do mundo vem
se aproximando de mim
o oco do mundo então
já no meu interior
pedaço de pau na mão
fazendo de mim tambor
batendo tirando som
e sangue e suor e horror
o oco do mundo então
encarnação do terror
o oco do mundo sai
vai se por por traz de mim
depos de me haver cruzado
a alma e o corpo presente
depois de engulir-me a mente
e sugar o meu passado
o oco do mundo sai
no futuro projetado
o oco do mundo fora
do alcance da linguagem
o oco do mundo imagem
sem epelho, sem suporte
o oco do mundo a morte
sem corpo, sem substrato
sem noção, sem aparato
como o azar sem a sorte
o oco do mundo em si
despido de qualquer veste
nem cão nem cabra da peste
nem anjo nem mãe de deus
opaco buraco negro
sem casca caroco ou ego
o oco do mundo cego
sozinho em seu próprio céu
o oco do mundo enfim
o oco do mundo além
além do mal e do bem
da verdade nua e crua
alem do saber dos sabios
alem do deus dos snobs
o oco do mundo é o bobs
no cabelo da perua
Gilberto Gil
o oco do mundo pré
para trans e meta pós
o oco do mundo a foz
de um rio sem nascente
como um broto sem semente
um raio de sol sem luz
como infecção sem pus
o oco do mundo a sós
o oco do mundo ainda
na minha periferia
como eco da bahia
saudade do meu sertão
o oco do mundo inteiro
passando pela tangente
ainda na minha frente
como um campo de visão
o oco do mundo vem
se aproximando de mim
primeiro como calor
depois como frenesi
em seguida como odor
e logo como tremor
o oco do mundo vem
se aproximando de mim
o oco do mundo então
já no meu interior
pedaço de pau na mão
fazendo de mim tambor
batendo tirando som
e sangue e suor e horror
o oco do mundo então
encarnação do terror
o oco do mundo sai
vai se por por traz de mim
depos de me haver cruzado
a alma e o corpo presente
depois de engulir-me a mente
e sugar o meu passado
o oco do mundo sai
no futuro projetado
o oco do mundo fora
do alcance da linguagem
o oco do mundo imagem
sem epelho, sem suporte
o oco do mundo a morte
sem corpo, sem substrato
sem noção, sem aparato
como o azar sem a sorte
o oco do mundo em si
despido de qualquer veste
nem cão nem cabra da peste
nem anjo nem mãe de deus
opaco buraco negro
sem casca caroco ou ego
o oco do mundo cego
sozinho em seu próprio céu
o oco do mundo enfim
o oco do mundo além
além do mal e do bem
da verdade nua e crua
alem do saber dos sabios
alem do deus dos snobs
o oco do mundo é o bobs
no cabelo da perua
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